quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Transtornos Alimentares

Bulimia 

A bulimia nervosa, habitualmente denominada de bulimia, é um transtorno alimentar marcado por episódios de voracidade seguidos de purgas. Durante um episódio de voracidade, um bulímico ingere uma grande quantidade de comida de uma só vez, mas depois purga-a, quer induzindo vômitos, quer tomando um laxante ou diurético. Para os bulímicos, comer compulsivamente e purgar constitui um ciclo, mas eles podem não ganhar ou perder peso suficiente para que se torne óbvio que padecem de um transtorno alimentar. Danos no tracto digestivo, boca, dentes e glândulas salivares são comuns entre bulímicos e o ciclo “alimentação compulsiva – purga” constante significa que os bulímicos raramente retêm vitaminas e minerais suficientes para se manterem saudáveis. Estes factores podem ter efeitos prejudiciais sérios e prolongados na saúde.

Sinais de Bulimia 

Apesar de a bulimia estar na maioria das vezes associada a uma fraca auto-estima e fraca auto-confiança, são os comportamentos dos bulímicos que denunciam o seu transtorno alimentar ao exterior. A bulimia é um transtorno alimentar que se manifesta através de uma alimentação compulsiva seguida de purga, e estes comportamentos são os sinais característicos deste transtorno. Muitos bulímicos têm também comportamentos que se tornam sinais de aviso, tais como: 

● Esconder a comida reservada para episódios de voracidade (incluindo frequentemente pão, massa, doces, sobremesas, batatas fritas e gelados. No entanto, qualquer tipo de comida pode ser consumida durante a ingestão compulsiva); 

● Mentir sobre o que comeram; 

● Comer compulsivamente em segredo; 

● Vomitar em segredo; 

● Esconder artigos como laxantes ou diuréticos; 

● Deixar a água da torneira ou do duche a correr na casa de banho para disfarçar os episódios de purgação;   

● Demonstrar uma preocupação profunda em relação ao peso, forma do corpo e aspecto em geral; 

● Queixas frequentes em relação a dores de garganta (causadas pelos repetidos vómitos); 

● Queixas frequentes em relação a problemas dentários (também causados pelos vómitos); 

● Esconder-se atrás de roupas largas e soltas; 

● Demonstrar pouco ou nenhum impulso sexual.


Diagnóstico de Bulimia 

Apesar de a bulimia ser um transtorno alimentar e, como tal, devastar a saúde física, é diagnosticada de acordo com critérios de saúde mental. É necessário haver correspondência com cinco critérios padrão para que a bulimia seja diagnosticada, incluindo comer compulsivamente, purgar (vómito provocado, uso impróprio de laxantes, uso impróprio de diuréticos, uso impróprio de clisteres, passar fome e/ou excesso de exercício), um ciclo de compulsão alimentares purga pelo menos duas vezes por semana durante três meses – alimentando um medo profundo em relação ao aumento de peso –, ideias irrealistas relacionadas com o peso ideal e a ausência de anorexia. Se um indivíduo come em excesso e purga durante um episódio de anorexia, considera-se, então, que sofre de Anorexia do Tipo Compulsivo e Purgativo. No entanto, se for diagnosticada bulimia, será necessário determinar um subtipo. A Bulimia Nervosa do Tipo Purgativo é diagnosticada quando um bulímico purga para libertar o corpo de comida, ao passo que a Bulimia Nervosa do Tipo Não-Purgativo é diagnosticada quando o bulímico não purga para libertar o corpo de comida, mas faz exercício ou jejua em excesso após comer compulsivamente.


Obter Ajuda e Tratamento 


Não existe uma cura única e reconhecida para a bulimia mas há uma variedade de opções de tratamento. Cada bulímico trabalha com profissionais de saúde mental para conceber uma fusão de tratamentos que se adequem a todos os seus comportamentos e preocupações. Os tratamentos comuns para a bulimia incluem aconselhamento/terapia, aconselhamento/terapia familiar, terapia cognitivo-comportamental (para alterar os hábitos alimentares), uso de grupos de apoio ou terapia de grupo e aconselhamento e planeamento nutricional. Raramente é utilizada medicação como tratamento para a bulimia, a não ser que seja receitada para tratar condições que lhe estejam associadas, tais como a depressão. Pode ser obtida informação adicional relativamente ao diagnóstico e tratamento da bulimia através de um médico de clínica geral, um profissional de saúde mental ou através de outras entidades competentes.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Saiba porquê ela não pode faltar na sua alimentação

As fibras da dieta estão associadas com benefícios importantes à saúde. Elas podem melhorar seu hábito intestinal e, conseqüentemente, prevenir doenças do intestino. Uma dieta rica em fibras e pobre em gorduras pode reduzir o risco de certos tipos de câncer, doenças do coração e diabetes do adulto. Alimentos ricos em fibras podem, ainda, ser úteis no controle de peso, prevenindo e tratando a obesidade. Os alimentos ricos em fibras saciam mais (ficando mais tempo no estômago) do que os alimentos refinados, e com isso, a tendência é ingerir menos calorias.


O que são as fibras?
As fibras são encontradas somente em plantas. Os alimentos de origem animal (carnes, ovos e produtos de laticínio) não contém fibras. As fibras são as partes de grãos, vegetais e frutas que não são digeridas pelo nosso organismo- passam quase intactas pelo sistema digestivo e são eliminadas pelas fezes. Sem fibra suficiente, o processo digestivo pode ficar lento e a obstipação (intestino preso) pode ocorrer.




Importância da fibras para à saúde:

Melhoram o trânsito intestinal: têm a capacidade de absorver líquidos, formar géis e ligar substâncias entre si(absorção). Pela absorção de líquidos e aumento do volume do bolo fecal,a fibra estimula os movimentos peristálticos do intestino, resultando na eliminação mais fácil da fezes.

Ajudam no controle da obesidade: por absorverem líquidos e aumentar o volume do bolo alimentar e, conseqüentemente do bolo fecal, induzem a sensação de saciedade e à diminuição do ritmo da ingestão alimentar. 

Prevenção do câncer de cólon: pela redução do tempo de contato da matéria fecal com a mucosa intestinal, a fibra reduz a incidência de câncer de cólon, os elementos carcinogênicos existentes nas fezes são expelidos pelo organismo antes que possam atuar sobre as células.

Prevenção de doenças cardiovasculares: como é o caso de farelo de aveia, as fibras podem associar-se ao colesterol e, desta forma, removê-lo do organismo. 
Controle da diabetes: as fibras reduzem e atrasam a assimilação do açúcar (glicose) para a corrente sangüínea. 


Formação da flora intestinal benéfica: as fibras absorvem toxinas e certos metais pesados e inibem a proliferação de microorganismos patogênicos.

Como aumentar o consumo de fibras da alimentação:

É bastante fácil e conveniente. Você pode começar substituindo alimentos refinados e pobres em fibras pelos integrais e ricos em fibras. A quantidade de fibras difere de um alimento para outro. A concentração mais alta de fibras é encontrada em farelos (a cobertura externa de sementes e grãos). A regra geral é incluir pelo menos um porção de farelo ou grão integral em cada refeição; isto poderia ser cereais, pães, bolos, biscoitos, massas e arroz. Ainda, pelo menos três porções de hortaliças cruas e frutas secas todo dia. Com a grande variedade de alimentos que dispomos, pode-se pensar em várias maneiras de manter uma alimentação rica em fibras sem ser monótona.

Grãos : 


· Feijões (preto, branco, marrom), ervilhas, lentilhas, grãos-de-bico e outras leguminosas são excelentes fontes de fibras; use-os em sopas, ensopados, massas e saladas. 

· Use mais grãos integrais menos familiares em sua alimentação, como: arroz integral, cevada integral, farelos, trigo para quibe, quirera (canjiquinha), trigo integral, germe de trigo e outros, em sopas, saladas e pratos principais. 

· Cereais instantâneos ricos em fibras são boas escolhas para o café da manhã e lanches.

· Substitua pão branco ou croissant por pão integral. Escolha crackers e outros biscoitos de farinha integral. Troque arroz branco pelo integral. Escolha massas (macarrão) de farinha integral. 

· Farelo de trigo isolado, comprado em supermercado ou casas de produtos naturais, pode ser incluído gradativamente na refeição; ex.: 1 colh. De sopa no leite do café da manhã ou na sopa. 

· Substitua farinha de trigo integral por metade da farinha branca em preparações assadas (pães, bolos, biscoitos, massas de pizza, tortas etc) 

· Salpique farelos no molho de macarrão, sopas, carnes ensopadas, panquecas e em cereais cozidos (ex.:mingau de maisena). 

· Adicione grãos integrais ou farelos(ex.: aveia, trigo) em sorvetes, iogurtes, mingaus, saladas, ensopados, sopas e outras preparações. Nozes, soja, torrada, gergelim, linhaça, semente de girassol e outros também adicionam fibras e são decorativos.


Hortaliças e frutas : 

· Hortaliças (ex.: batata) e frutas frescas (ex.: maçã) devem ser ingeridos com a casca, sempre que possível, pois é onde se concentram as fibras. Não se esqueçam de lavá-las muito bem. Sementes comestíveis de frutas e hortaliças também podem ser consumidas. 

· As hortaliças e frutas podem ser usadas frescas, congeladas ou enlatadas. 


· Faça salada verde, salada tabule e outras misturas de vegetais para as refeições. 

· Adicione hortaliças no recheio de sanduíches, tortas, sopas e outras preparações. 

· Use hortaliças cruas (ex.: cenoura, salsão) ou picles para aperitivos. 

· Adicione hortaliças no liquidificador para engrossar sopas. 

· Coma mais frutas e hortaliças frescas do que os seus sucos. 

· Use frutas frescas (ex.: maçã, pêra, banana) e frutas secas (ex.: uvas-passas, ameixas, damascos) para lanches e sobremesas. 

· Adicione pedaços de frutas frescas ou secas, ou frutas amassadas (purês) no iogurte ou em cereais instantâneos para o café da manhã ou lanches. 

· Para sobremesas, prepare tortas, bolos e pães de frutas; maçãs recheadas com ameixas, maçã assada com canela; pêssego seco e uvas-passas; compotas de frutas. Experimente gelados de frutas ou shakes, bolos de frutas ou de grãos, e bolo simples com cobertura de frutas.




Importante saber! 
· Se sua dieta é pobre em fibras e você aumenta o consumo de fribras rapidamente e em grandes quantidades, você pode sentir flatulências (gases), estufamento, cólicas e diarréias. Para evitar estes desconfortos, o aumento de fibras na dieta deve ser gradativo (um mês ou mais), pois requer uma certa adaptação intestinal. 

· Aumente também o consumo de líquido(6 a 8 copos/dia) com o aumento de fibras, senão as fibras podem prender seu intestino (obstipação). 

· Cuidado com as calorias! Fibra não é medicamento. Muitas das fontes ricas em fibras são também ricas em calorias. Se você comer calorias extras por adicionar alimentos ricos em fibras à sua alimentação diária ao invés de substituir outros alimentos, você provavelmente guanhará peso. 

· Grãos integrais são mais perecíveis do que os grãos refinados por causa do óleo no germe. Eles são melhor armazenados em um local fresco e seco. Se você planeja armazená-lo por mais de um mês, eles podem ser mantidos no refrigerador ou freezer. 

· Cheque sempre os rótulos dos alimentos comerciais para o conteúdo de fibras. 

· Se você tem o intestino preso, exercícios regulares podem também ser muito benéficos para o seu hábito intestinal. 

· Seja sensível à sua função intestinal e responda imediatamente aos sinais de urgência. Se você retarda a ida ao banheiro, você pode perder a vontade e ter que forçar mais tarde. Evite forçar, é melhor esperar a vontade vir. Determine horários regulares para ir ao banheiro.



segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

ALIMENTOS CONSTRUTORES

A prateleira dos alimentos construtores é uma agitação só. É porque o grupo dos construtores não pára quieto! Os alimentos desse grupo trabalham duro, sempre ajudando o organismo a se renovar e se fortalecer. 

No grupo dos construtores estão os alimentos ricos em proteínas, que a gente encontra na carne, no peixe, no frango, na clara dos ovos, e também no leite e seus derivados, como queijo e iogurte. 

Tem gente que acha mais saudável não comer carne ou escolhe não comer nada de origem animal: os vegetarianos. Ainda bem que existem também as proteínas de origem vegetal... Entram nessa turma grãos como feijão, lentilha e grão-de-bico, a soja, e frutas oleaginosas (que contêm óleo) como amendoim, nozes, amêndoa e castanha-do-pará.

Até suas unhas são formadas por proteínas!

Onde encontrar 
Os alimentos construtores são compostos pelas proteínas, responsáveis pela formação e renovação dos tecidos do corpo, como a pele, os músculos, ossos e outros.

Principais fontes
Carnes
vermelha (bovinos, suínos, etc), carne branca
(aves, peixes), ovos, outros
Leite e derivados
queijos, iogurte, outros
Leguminosas
feijão, fava, lentilha, grão de bico, outros

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ARROZ – CONHECENDO UM POUCO MAIS

ARROZ INTEGRAL
O arroz é um dos mais importantes alimentos do mundo, fornecendo cerca de metade das calorias diárias a metade da população mundial e uma importante fonte de nutrição. Não é para admirar que nos países asiáticos, como a Tailândia, o arroz seja tão valorizado que a tradução da palavra «comer» signifique literalmente «comer arroz». Se perguntar quais os tipos de arroz que estão habituadas a comer, as pessoas talvez sejam capazes de se lembrar de um ou dois. No entanto, existem realmente para cima de 8000 variedades. Muitas vezes o arroz é classificado pelo tamanho, como sendo de grão pequeno, grão médio ou grão longo. O arroz curto, que é o que apresenta o maior conteúdo de amido, dá origem ao arroz mais pegajoso, enquanto o de grão longo é mais leve e tende a ficar separado quando cozido.
As qualidades do grão médio ficam entre os outros dois tipos. Outra maneira como o arroz é classificado é pelo grau de moagem a que é submetido. É isto que faz o arroz integral diferente do arroz branco. Arroz integral é o arroz completo, só com a sua casca exterior não comestível Embora muita gente pense que o trigo-sarraceno é um cereal, ele é realmente a semente de um fruto aparentado com removida. O arroz integral ainda conserva o farelo e o germe. O arroz branco, por outro lado, é moído e refinado, o que lhe retira o farelo e o germe, juntamente com todos os nutrientes que se encontram nestas importantes camadas.


Algumas das mais populares variedades de arroz incluem: 

Arborio: Um arroz branco redondo e pegajoso, tradicionalmente usado para preparar o italiano risotto. 

Basmati: Um arroz aromático com uma fragrância tipo noz, textura delicada e textura leve. 

Jasmim: Um arroz de grão longo e textura suave, aromático, disponível nas variedades integral ou branco. 

Arroz vermelho do Butão: Cultivado nos Himalaias, este arroz de cor vermelha tem um forte sabor a noz. 

O nome científico do arroz é Orysa sativa.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Vitaminas

As vitaminas são nutrientes importantes para o funcionamento do organismo, e protegem-no contra diversas doenças. A maior parte das vitaminas não são sintetizadas pelo organismo humano, embora o seu metabolismo normal dependa da presença de 13 vitaminas diferentes. A deficiência de vitaminas contribui para o mau funcionamento do organismo e facilita o aparecimento de doenças – avitaminoses.

Vitaminas Hidrossolúveis 
Como a designação sugere, são vitaminas solúveis em água. São absorvidas pelo intestino e transportadas pelo sistema circulatório para os tecidos onde são utilizadas. O grau de solubilidade é variável e tem influência no seu trajecto através do organismo. Podem ser armazenadas no organismo em quantidade limitada, e a sua excreção efetua-se através da urina. 
As vitaminas hidrossolúveis mais importantes para o homem são: B1, B2, B5, B6, B12, C, H, M e PP. 

Vitaminas Lipossolúveis 
As vitaminas lipossolúveis são solúveis em gorduras. São absorvidas pelo intestino humano através da acção dos sais biliares segregados pelo fígado, e são transportadas pelo sistema linfático para diferentes partes do corpo. O organismo humano tem capacidade para armazenar maior quantidade de vitaminas lipossolúveis, do que hidrossolúveis. 
As vitaminas lipossolúveis mais importantes para o homem são: A, D, E, K. As vitaminas A e D são armazenadas sobretudo no fígado, e a vitamina E nos tecidos gordos e órgãos reprodutores. A capacidade de armazenamento de vitamina K é reduzida.

Vitamina A 
(Axeroftol – Retinol) 

Grupo: vitaminas lipossoluveis. 
Fonte: acerola, vegetais verdes e amarelos (alface, couve, espinafre, salsa, batata-doce, cenoura), gordura, leite, manteiga, queijo, ovo, fígado e outras vísceras, sardinha. 
Função: importante para o crescimento e formação dos ossos, indispensável para a qualidade da visão, da pele e do cabelo. 
Avitaminose: xeroftalmia (secura dos olhos). 
Sinais e Sintomas: cegueira nocturna, fotofobia (hipersensibilidade à luz), hemorragia ocular, cegueira (casos mais graves), parosmia, alteração do paladar, desidratação da pele (com hiperqueratose e atrofia das glândulas sebáceas), desidratação das mucosas (com infecções frequentes).

Vitamina B1
(Aneurina – Tiamina – Vitamina F)
 

Grupo: vitaminas hidrossoluveis. 
Fonte: arroz integral, brócolis, ervilha, espargo, feijão, noz, pão integral, fígado, rim, carne de porco, peixe, ovo (gema). 
Necessidades diárias: entre 1 mg (crianças e mulheres) e 1,4 mg (homens). 
Função: importante para o metabolismo celular, sistema nervoso e músculos. 
Avitaminose: beribéri e encefalopatia de Wernicke-Korsakoff. 
Sinais e Sintomas: Carência: alteração do tacto, anorexia, depressão, dispnéia, dor abdominal e torácica, fadiga, irritação fácil e nervosismo, palidez, palpitações, perda de peso, parestesias (sensação de picadas no corpo), sensação de calor nos pés (sensação de queimadura), obstipação, vómitos; 
Beribéri: atrofia muscular, polineuropatia, cianose, taquicardia, hipertensão sistólica, hipotensão diastólica, distensão das veias cervicais. Encefalopatia de Wernicke-Korsakoff: apatia, desorientação, amnésia, ataxia, nistagmo.

Vitamina B2 
(Riboflavina – Vitamina G) 

Grupo: vitaminas hidrossoluveis. 
Fonte: cereais em grão, levedura de cerveja, vegetais de folhas verdes (couve-flor, espinafre, repolho), vegetais amarelos, leite, queijo, carnes de boi, porco e aves, fígado e rim (vaca), ovo. 
Necessidades diárias: entre 1,5 mg (mulheres) e 1,7 mg (homens). 
Função: importante para o metabolismo dos prótidos, lípidos e glúcidos. 
Avitaminose: neuropatia. Sinais e Sintomas: ardor e prurido ocular, fotofobia (hipersensibilidade à luz), aumento da vascularização da córnea, desidratação da pele, estomatite, glossite, depressão, letargia.

Vitamina B3 
(Ácido nicotínico – Niacina – Nicotinamida – Vitamina PP) 

Grupo: vitaminas hidrossoluveis. 
Fonte: amendoim, cereais em grão, noz, ervilha, fava, feijão, legumes, leite, queijo, carne de aves, fígado. 
Necessidades diárias: cerca de 18 mg. 
Função: importante para as funções dos sistemas nervoso e digestivo, fígado e pele, acção reguladora da colestrolemia. 
Avitaminose: pelagra. 
Sinais e Sintomas: cefaléia, fadiga, insónia, irritabilidade fácil, dermatite (sobretudo na região cervical anterior) com descamação, edema e hiperpigmentação cutâneas, diarreia, gengivite, estomatite, demência e outras alterações cerebrais (alucinação, ansiedade, depressão, psicose, estupor).

Vitamina B5 
(Ácido pantoténico) 

Grupo: vitaminas hidrossoluveis. 
Fonte: cereais em grão, cogumelos, legumes, milho, abacate, leite, carne de aves, fígado, ovo. 
Necessidades diárias: cerca de 6 mg. 
Função: importante para a produção de anticorpos e hormonas supra-renais (esteróides e cortisona), importante para o metabolismo dos prótidos, lípidos e glúcidos (conversão em energia), acção facilitadora no controlo do stress. Elemento essencial da coenzima A. 
Sinais e Sintomas: cãibras, dores e cólicas abdominais, fadiga, insónia, mal-estar geral, redução na produção de anticorpos.

Vitamina B6 
(Adermina – Piridoxina) 

Grupo: vitaminas hidrossoluveis. 
Fonte: arroz integral, aveia, batata, cereais em grão, trigo, leguminosas, banana, atum, carne de porco, vísceras. 
Necessidades diárias: cerca de 2 mg. 
Função: importante para o metabolismo celular (respiração celular) e das proteínas. Sinais de carência: anemia, dermatite, gengivite, glossite, náuseas, nervosismo.

Vitamina B9 
(Ácido fólico – Vitamina Bc – Vitamina M) 

Grupo: vitaminas hidrossoluveis. 
Fonte: vegetais de folhas verdes (couve-flor, espinafre, repolho), levedura de cerveja, fígado. 
Necessidades diárias: cerca de 200 μg. 
Função: ajuda a formar o ácido tetrahidrofólico, que actua como uma coenzima no metabolismo dos aminoácidos, na formação dos ácidos nucléicos, das hemácias e do tecido nervoso. 
Avitaminose: anemia (megalobástica). 
Sinais e Sintomas: fadiga, lassidão, palpitações, cefaléia, dispneia, irritabilidade, perda de peso, diarréia, esteatorreia, estomatite, glossite, anemia, taquicardia, palidez (quadro clínico inespecífico).

Vitamina B12 
(Cianocobalamina – Cobalamina – Cobiona) 

Grupo: vitaminas hidrossoluveis. 
Fonte: leite, carnes vermelhas, ovo. 
Necessidades diárias: cerca de 1 μg. 
Função: necessária à eritropoiese, e importante para o metabolismo dos aminoácidos e ácidos nucléicos. 
Avitaminose: disfunções neurológicas e hematológicas (anemia). Sinais e Sintomas: anemia (megaloblástica), palidez, fraqueza muscular e astenia, perda de peso, dispneia, cefaleias, palpitações, ataxia, neuropatia periférica com Sinal de Romberg positivo e diminuição ou exacerbação dos reflexos, depressão, paranóia, amnésia, demência.

Vitamina C 
(Ácido ascórbico) 

Grupo: vitaminas hidrossoluveis. 
Fonte: acerola, ananás, laranja, limão, mamão, manga, melão, morango, batata, vegetais de folhas verdes (couve-flor, couve galega, espinafre, repolho), pimentão. A acerola é o fruto mais rico em vitaminas A e C (a quantidade de vitamina C é cerca de trinta vezes superior à da laranja). 
Necessidades diárias: cerca de 60 mg. 
Função: importante para várias reações bioquímicas celulares. A principal função é a hidroxilação do colagénio, uma proteína que aumenta a resistência de ossos, dentes, tendões e paredes dos vasos sanguíneos. Tem efeito antioxidante, é usada na síntese de hormonas eneurotransmissores, e contribui para o fortalecimento das defesas imunológicas do organismo. 
Avitaminose: escorbuto. 
Sinais e Sintomas: cicatrização difícil de ferimentos, secura da boca e dos olhos, alopécia, dentes fracos, dores articulares, gengivite, hemorragias, perda de peso, fraqueza geral, letargia, lesões escorbúticas (folículos hiperqueratósicos com halos hemorrágicos, nos membros e tronco).

Vitamina D
(Calciferol – Colecalciferol e Ergocalciferol)


Grupo: vitaminas lipossoluveis.
Fonte: fígado, ovo, peixes de água salgada, sol (favorece a produção de calciferol pelo organismo).
Necessidades diárias: cerca de 10 mg ou 400 UI.
Função: importante para o crescimento, facilita a fixação de cálcio nos ossos e dentes.
Avitaminose: raquitismo.

Sinais e Sintomas: atraso no crescimento, amolecimento do crânio, deformações ósseas, protrusão esternal, curvatura acentuada dos membros inferiores, malformação e envelhecimento precoce dos dentes, osteomalácia, raquitismo.

Vitamina E 
(Tocoferol) 

Grupo: vitaminas lipossoluveis. 
Fonte: abacate, avelã, aveia, batata doce, brócolos, cereais integrais, noz, trigo. 
Necessidades diárias: cerca de 10 mg. 
Função: importante para a actividade muscular, formação de células sexuais e sanguíneas, acção antioxidante (estabilizadora das estruturas celulares). 
Avitaminose: esterilidade. 
Sinais e Sintomas: distrofia muscular e fraqueza, eritema papular, descamação cutânea, anemia, catarata, derrames, disfunção neurológica (sistema nervoso, olhos e músculos); os sinais e sintomas são inespecíficos. Pensa-se que esta avitaminose favorece o aparecimento de certo tipo de neoplasias malignas (cancros).

Vitamina H
(Biotina – Vitamina B8)


Grupo: vitaminas hidrossoluveis.
Fonte: fígado, ovo, vegetais.
Função: importante para o metabolismo dos lípidos.
Sinais e Sintomas: problemas cutâneos.



Vitamina K 
(Filoquinona – Naftoquinona) 

Grupo: vitaminas lipossoluveis. 
Fonte: arroz integral, ervilha, tomate, vegetais de folhas verdes (couve-flor, espinafre, repolho), óleos vegetais, carne, fígado, leite, microflora intestinal (fornece cerca de 50% das necessidades diárias). 
Necessidades diárias: 2 mg por quilo de peso. 
Função: importante na coagulação do sangue. 
Avitaminose: hemorragias. Sinais e Sintomas: aparecimento fácil de hematomas, epistaxis, hemoptises, hematuria e outros problemas hemorrágicos (sem causa aparente) ágicos (sem causa aparente)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Oito alimentos que você deve comer todos os dias

Saiba por que e quais alimentos têm as mesmas funções benéficas para o organismos.
Eles são fáceis de ser encontrados nos supermercados ou em restaurantes. Por isso, vamos às compras já. Alimentos: espinafre, iogurte, tomate, cenoura, blueberry, feijão preto, nozes e aveia. São alimentos que têm propriedades nutricionais importantes para o bom funcionamento do organismo, principalmente se acompanhados de uma proteína light, como salmão, peru ou outra carne magra. Saiba por que tais alimentos são fundamentais e quais outros podem substituí-los, para as suas refeições não ficarem monótonas.

Espinafre 

É rico em Ômega-3 e folatos, que ajudam a reduzir o risco de doenças cardíacas, derrame e osteoporose. Folatos também aumentam o fluxo de sangue, o que pode ajudar a prevenir problemas sexuais relacionados ao avanço da idade. O espinafre ainda possui luteína, que ajuda a prevenir a degeneração macular, um problema da retina que afetaprincipalmente os idosos. 
Quanto ingerir por dia: 1 xícara de espinafre fresco ou ½ xícara da verdura cozida. 
Você pode substituir por: Couve ou alface romana. 
Dicas: Use espinafre nas saladas, nos ovos mexidos, sobre a pizza e em molhos para massa. 

Iogurte 

O iogurte tem mais de dois mil anos e ninguém sabe ao certo onde foi criado. O que se tem certeza é que a fermentação do leite origina milhões de probióticos – bactérias benéficas que ajudam a fortalecer o sistema imunológico e protegem do câncer de cólon. Nem todos os iogurtes contêm probióticos, por isso certifique-se lendo seus rótulos. 
Quanto ingerir por dia: 1 xícara. 
Você pode substituir por: Iogurte de leite de soja e Kefir (bebida fermentada por mais de quarenta tipos diferentes de microorganismos, incluindo as leveduras). 
Dicas: Coma iogurte com blueberries, nozes, semente de linhaça e mel no café-da-manhã ou na sobremesa. 

Tomate

Há duas coisas de que você precisa saber sobre os tomates: a sua coloração vermelha carrega um antioxidante chamado licopeno, uma substância que é absorvida com mais facilidade quando o tomate é processado, em molho ou catchup. Uma dieta rica em licopeno pode diminuir o risco de câncer na bexiga, pulmão, próstata, pele e estômago, além de reduzir problemas na artéria coronária. 
Quanto ingerir por dia: 22mg de licopeno, presente em oito tomates cereja ou um copo de suco de tomate. 
Você pode substituir por: Melancia, uvas rosadas, mamão, caqui japonês e goiaba. 
Dicas: Coma bastante catchup, gazpacho (uma sopa gelada espanhola) e sempre use o dobro de tomate que as receitas pedem. 

Cenoura

A maioria das frutas e legumes vermelhos, amarelos ou laranja é rica em carotenóides – substâncias solúveis em gordura associadas à redução de vários tipos de câncer e à inflamação comum a pacientes que sofrem de asma e artrite reumatóide. Nenhum deles, porém, é tão fácil de preparar e tem tão poucas calorias quanto as cenouras. 
Quanto ingerir por dia: ½ xícara. 
Você pode substituir por: Batata doce, abóbora, pimentão amarelo e manga. 
Dicas: Aumente a ingestão de cenouras baby cruas, fatias de pimentão amarelo, sopa de abóbora, batata doce assada, torta de abóbora, sorbet de manga e bolo de cenoura.

Blueberry

Não é fácil encontrar blueberries frescas no Brasil, mas alguns supermercados oferecem esta fruta congelada. Ela possui mais antioxidantes do que qualquer outra fruta originária da América do Norte. Previne câncer, diabetes e doenças neurológicas relacionadas à idade. Por isso, recebeu o apelido de “brain berry”, que seria algo como “frutinha do cérebro”. Alguns estudos mostraram que elas são ricas em fibras e vitaminas A e C, que ajudam no bom funcionamento do sistema cardiovascular. 
Quanto ingerir por dia: 1 xícara da fruta fresca ou ½ xícara dela congelada ou seca. 
Você pode substituir por: Açaí, uvas roxas, morango, ameixa e uva passa. 
Dicas: As propriedade da blueberry são mantidas na fruta seca, congelada ou em forma de geléia.

Feijão Preto

Todos os feijões são bons para o coração, mas nenhum melhora tanto a capacidade quanto o preto. Isso porque esse tipo de feijão contém antocianina, substância antioxidante que já comprovou ter efeitos positivos sobre o funcionamento do cérebro. 
Quanto ingerir por dia: ½ xícara oferece 8g de proteínas e 7,5g de fibras. 
Você pode substituir por: Lentilha, fava, ervilha e outros feijões. 
Dicas: Use feijões pretos para fazer burritos e chilli. Com 1 xícara de feijões pretos cozidos, azeite de oliva e alho frito você faz um delicioso molho para aperitivo.

Nozes

Ricas em Ômega-3, as nozes possuem mais polifenóis que o vinho tinto e mais proteínas que a carne de frango. Outras sementes combinam apenas uma ou duas dessas propriedades. 
Quanto ingerir por dia: 7 nozes. 
Você pode substituir por: Amêndoas, amendoim, pistache, macadâmia e avelã. 
Dicas: Comer nozes é bom a qualquer momento, e melhor ainda quando você sentir vontade de ingerir guloseimas. Sobre a salada, espalhe nozes quebradas. Você também pode temperar peixes ou frangos com um molho feito de nozes e azeite.

Aveia

Entre os alimentos saudáveis, a aveia foi o primeiro a ganhar a aprovação do Food and Drug Administration, equivalente à Anvisa nos Estados Unidos. Ela é rica em fibras solúveis, que diminuem o risco de doenças do coração. Além disso, é rica em proteínas e carboidratos. 
Quanto ingerir por dia: ½ xícara. 
Você pode substituir por: Quinua, sementes de linhaça e arroz selvagem. 
Dicas: Granola e cereais integrais têm pelo menos 5g de fibra por porção. Espalhe duas colheres de sopa de sementes de linhaça sobre o cereal, salada e iogurte.